quarta-feira, 7 de agosto de 2013

As construções feitas com materiais naturais

As construções “não artificialmente industrializadas” são a base de todas as nossas antigas e magníficas cidades antigas. Elas são aparentemente complexas, para nossa compreensão atual, mas não podemos negar que são adequadas às condições ambientais e executadas com tudo o que havia disponível em cada lugar.
Em outras palavras, sustentáveis.
Essas "construções naturais" na realidade eram feitas de forma holística, reunindo harmoniosamente mão de obra diversificada, matéria prima, condições climáticas e culturais além de conhecimento técnico que resultavam em obras arquitetônicas e de engenharia resistentes, sólidas e condicionadas termicamente. Não se morria de frio ou de calor. Esse método simplificado da Arquitetura Vernacular, voltou a ser pesquisado nas academias.





O Monumento de Locmariaquer foi construído em pedra entre 4700 e 3800 a.C., situado na região de Locmariaquer, em Morbihan, a cerca de 60km de Lorient, na França, atualmente partido em fragmentos, possuía 20,5m de comprimento e pesava 350toneladas.


O Zigurate de Ur, construído por volta de 3.000 a.C. é considerado um dos mais antigos templos construídos pelos sumérios na Mesopotâmia. Trata-se de uma forma primitiva de pirâmide truncada, cujo conhecimento do processo construtivo se difundiu para toda a história da humanidade. As alvenarias eram feitas de tijolos de argamassa de barro ou betume, abundante na região. Foi restaurado com o mesmo processo construtivo antigo.


Cidade antiga de Arg-é Bam, Patrimônio Mundial da Humanidade, foi construída em 500 a.c. totalmente de barro e foi habitada até 1850. Está inserida em uma região de invernos amenos e verões fortes. Alguns acreditam que a cidade de Bam foi fundada no império da Pártia, um poderoso império Persa, e floresceu no século X. Em 2003, grande parte da cidade foi destruída por um terremoto.


O Palácio Taj Mahal tem sua cúpula, em forma de bulbo da flor de lótus, de grande simbologia na India, foi originalmente construída em estrutura de bambu, curavado, com a tecnologia herdada dos arcos da civilização Veda, civilização que se estendeu de 1.500 a.C. até 600 a.C. Essa civilização, apesar da característica rural tinha casas bem acabadas e foram os pioneiros no possuíam casas muito bem acabadas; foram os pioneiros na construção de coberturas em forma de arcos e abóbodas.

O que essas construções têm em comum? Resistência, durabilidade, integração com o meio.
Diante da crise energética, de recursos ambientais, olhar esses exemplos pode ser um excelente caminho, aliando à nossa tecnologia atual, para soluções mais simplificadas e principalmente, locais. Não podemos ignorar que a Terra é muito diversificada e as soluções não serão sustentadas se não foram adequadas às situações. Não podemos negar também que evoluímos em conhecimento tecnológico. Só precisamos descobrir com usar isso a nosso favor, no momento, prevendo as consequências futuras, de forma adequado ao meio ambiente e de maneira sábia, como os antigos.
E já há bons exemplos disso.




La Catedral Alterna Nuestra Señora de La Pobreza, de Simón Vélez, Colômbia, construção recente, feita totalmente em bambú.
 


O Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, finalizada em 1998, na Nouméa, capital da Nueva Caledonia, do arquiteto Renzo Piano baseia-se nas aldeias indígenas desta parte do Pacífico, sua cultura e seus símbolos, que apesar de ser muito antigo, ainda é viva.
São exemplos que estão adquirindo cada vez mais espaço e consideração no mundo.
Chegará o momento em que as construções assim não serão mais uma alternativa e sim uma solução obrigatória, ideológica e de total responsabilidade ética e ambiental para com o nosso Planeta.

Ministério do Meio Ambiente
Viviane Teles


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